Sintomatologia
01.14.2007
Referencia a uma torção do joelho semi-flectido, com dor súbita e impotência funcional. Dor localizada à interlinha, interna ou externa. Há derrame intra-articular moderado, que se forma lentamente e progride até aos dois dias. A pungição articular revela, geralmente, derrame seroso, ao contrário da ruptura do ligamento cruzado anterior, que forma hemartrose. Há impedimento doloroso para a carga completa e para a marcha sem claudicação. A palpação revela dor máxima, exactamente na interlinha interna ou externa do joelho. Se a lesão é do menisco interno, existe dor ao varo forçado da articulação e a valgização não provoca dor (Alvim Serra, 2001). O menisco externo a sintomatologia é contrária, isto é, existe dor no valgo forçado e a varização forçada não provoca dor.
As Incidências e causas da ruptura dos meniscos
01.14.2007
Geralmente é devido a ruptura do menisco medial, que se desloca para o centro da articulação, produzindo uma obstrução da rotação externa da tíbia e a extensão completa. Ocorrendo a distensão e a ruptura do LCA. (Smille, 1980). A ruptura do ligamento cruzado anterior também pode provocar lesões meniscais. O condilo femural interno, no movimento de gaveta anterior em compressão (cadeia cinemática fechada), como não tem o ligamento a limitar o movimento, acaba por provocar um “cisalhamento” do corno posterior do menisco interno, por conseguinte uma desincersão capsular ou uma fissura horizontal (Kapandji, 2000).
A partir do momento que ocorre a lesão a parte lesada do menisco não acompanha os movimentos da articulação, acabando por provocar um bloqueio da articulação. Deste modo a extensão completa torna-se impossível (Kapandji, 2000).
As principais causas das lesões meniscais traumáticas derivam do desporto ou de actividades que ponham em causa a integridade dos meniscos.
As lesões meniscais podem ocorrer sempre que os meniscos, durante os movimentos do joelho, não acompanharem os côndilos nos seus deslocamentos, assim adoptam uma posição anormal em relação aos côndilos, acabando por ser esmagados. É o caso, por exemplo de um movimento de extensão brusco do joelho (como um pontapé numa bola), neste caso não há tempo para um dos meniscos se desloque para a frente, de forma que quanto maior for a velocidade de extensão do joelho maior será a lesão do menisco. Este mecanismo é muito frequente nos jogadores de futebol, ocorrendo rupturas transversais dos meniscos ou as desinserções do corno anterior (Kapandji, 2000).
Outro mecanismo de lesões meniscais deve-se à distorção do joelho, associando um movimento de lateralidade externa com o movimento de rotação externa. Desta forma, o menisco interno é deslocado para o centro da articulação, para baixo da convexidade do côndilo interno, ficando entalado entre o côndilo e a glenóide, ocorrendo assim uma fissura longitudinal do menisco ou uma desinserção capsular total (Kapandji, 2000).