Futuras Complicações
01.14.2007
A meniscectomia pode levar a sinais radiológicos de artrose do joelho (não obrigatoriamente sintomáticos), após 10 anos, em 20% - 40% dos joelhos que apresentam um ligamento cruzado anterior saudável. O traumatismo de forte intensidade é uma causa comum de osteoartrite do joelho, principalmente quando afecta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco é retirado, há risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia.
Em alguns casos, a doença pode instalar-se em indivíduos mais jovens.
Tratamento em Fisioterapia
01.14.2007
Na fase do pós-operatório:
Apresentação de sinais inflamatórios, edema, hemartrose, rigidez dos tecidos, nomeadamente do tecido cicatricial, disfunção das estruturas que promovem a lubrificação e nutrição da articulação.
- Crioterapia (crio = gelo, terapia = tratamento) é o nome que se dá ao tratamento à base de gelo, usado há muitos anos como agente terapêutico, é uma das terapias usadas, devido as suas acções características sobre os tecidos, nomeadamente, a vaso constrição e diminuição da taxa metabólica, redução da inflamação e sinais inflamatórios e redução da dor. Para obter os benefícios terapêuticos, a temperatura da pele deve cair para aproximadamente 13,8ºC para que ocorra a redução ideal do fluxo sanguíneo local, e para cerca de 14,4ºC para que ocorra analgesia, no entanto, para provocar alterações de temperatura intra articular do joelho, a temperatura da pele deve baixar para, no mínimo, 2,2ºC (Chad Starkey; 2001). O gelo também influencia uma mais rápida regeneração do tecido muscular e cicatricial, redução do espasmo muscular e redução da produção de resíduos celulares. É importante salientar que o gelo não deve estar em contacto directo com a pele, devendo estar em recipientes moldáveis, ou em outras estruturas O tempo convencional de tratamento é de 5 a 15 minutos (Chad Starkey; 2001).
- A massagem torna-se também uma técnica fundamental para redução do edema e da dor, contribuindo para alterações vasculares, melhorando assim os níveis tróficos da articulação. A massagem é feita localmente no joelho, usando várias técnicas de massagem, como effleurage, fricção, deslizamento de planos, pétrissage, alternando as técnicas entre si, de modo a obter os resultados desejados. Deve ter uma duração de 5 a 10 min aproximadamente (Chad Starkey; 2001).
- Seguidamente procedemos à mobilização passiva, de modo promover/ganhar amplitude articular após a imobilização que o joelho sofreu. No entanto a execução dos movimentos geralmente torna-se dolorosa. A execução de mobilização passiva torna-se importante para o aumento de ganho de amplitude, no entanto tem outras funções também importantes, como melhoramento da nutrição articular, havendo uma melhor distribuição do líquido sinovial pela articulação, melhorando a função das cartilagens e meniscos, assim como a sua integridade estrutural. A mobilização promove também a redução da dor e edema (Chad Starkey; 2001).
A mobilização passiva pode decorrer durante todo o tratamento, ate obter as amplitudes desejadas, sendo graduadas para esse fim e bem-estar do doente.
- O paciente normalmente apresenta atrofias musculares, nomeadamente, o quadricipete, isquiotibiais, adutores, abdutores e gémeos, devido há imobilização. Para combater essa atrofia, numa primeira fase pós-operatório, utiliza-se os exercícios isométricas, nos quais existe contracção muscular, mas não existe movimento da articulação lesada, não provocando assim, dor.
Passado a fase pós-operatório, passamos para a segunda fase do tratamento, onde já não são esperados sinais inflamatórios, uma redução significativa da dor e do edema, no entanto prolonga-se o tratamento efectuado na primeira fase para a fase seguinte, ate desaparecerem os sintomas. Existe já uma amplitude articular disponível sem indicações de dor. Essa amplitude articular vai ser muito importante na execução do treino de reforço muscular, onde aos exercícios isométricas dão lugar aos exercícios isotónicos, mais motivantes, com as componentes concêntricas e excêntrica, o que permite um aumento da força dinâmica, relacionando o grupo muscular a trabalhar com a forma de o fazer adequando o estimulo ao objectivo.