Diagnóstico

Diagnóstico

01.14.2007

Existem duas formas de apresentação:

  • Aguda – logo a seguir ao acidente.
  • Crónica – pode haver referência a um acidente antigo; os sintomas eram há algum tempo já crónicos e intermitentes; pode ter havido recentemente um novo que, embora leve, provavelmente expandiu a ruptura existente ou deslocou a asa de cesto (Alvim Serra, 2001).

O diagnóstico baseia-se na história e no exame clínico do joelho. Segundo diversos autores o exame físico deve ser iniciado examinando-se em primeiro lugar o joelho sadio, uma vez que o doente se vai sentir mais confiante e seguro quando se partir para a avaliação do joelho lesado.

O exame físico deve compreender manobras de inspecção, nas quais se vai avaliar a marcha, arco de movimento, posições antálgicas, presença de edema, hematoma  e atrofia  muscular (principalmente do quadrícepete). Após a inspecção, passa-se à palpação que tem como objectivo avaliar os pontos de dor, derrames articulares, processos inflamatórios e crepitação local. Depois de concluída a inspecção e a palpação passa-se à execução de testes específicos para avaliação da integridade do cruzado anterior (ex. teste da gaveta anterior).

A Ressonância Magnética é o exame mais confiável que pode auxiliar no diagnóstico de rupturas ligamentares e de lesões meniscais, no entanto, a sua realização e interpretação necessita de grande experiência.

Em suma, uma boa história com um exame físico completo e detalhado são ainda o melhor método de diagnóstico das lesões do ligamento cruzado anterior, embora os exames complementares auxiliem as informações clínicas.

  • Diagnóstico segundo Cyriax.

 Segundo o método de Cyriax poderiam dar positivos os seguintes testes: rotação lateral e medial passivas, teste dos meniscos (rotações rápidas em flexão com palpação e no final fazer extensão desde o máximo de flexão mantendo a rotação). Os meniscos devem ser testados com compressão e com distracção para concluir se existe lesão ligamentar associada.